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Fundos de Investimento: como funcionam e principais tipos

Fundos de Investimento: um dos métodos de investimento do mercado financeiro que é bastante conhecido, até mesmo por quem não costuma investir, é sem dúvidas, o fundo de investimentos, que é bastante utilizado por quem quer rentabilizar mais seu dinheiro e acaba migrando da poupança para o fundo de investimentos.

Por ele proporcionar melhores resultados em comparação com a poupança, um dos motivos para este resultado  é a forma simples que funciona o fundo de investimentos, sem muito mistério e complexidade sendo um ótimo modo de começar no mercado financeiro.

 Há fundos com custos bastante baixos, assim como fundos mais sofisticados, que são convenientes principalmente para os investidores que estão a mais tempo no mercado financeiro. 

Que muitas pessoas já descobriram as diversas vantagens dos fundos de investimentos, já é bem claro, atualmente os fundos negociados na bolsa brasileira acumulam um patrimônio de aproximadamente 5,2 trilhões de reais no Brasil, reforçando sua popularidade no mercado financeiro.

O que são fundos de investimento? 

Os fundos de investimentos são a união de investidores, onde são reunidos os recursos dessas pessoas, com o objetivo de investir no mercado financeiro. 

Existem vários tipos de fundos de investimentos, e nele é possível, uma pessoa física investir em ações, multimercado, renda fixa, cambiais e previdência, obtendo a oportunidade de o investidor diversificar sua carteira. 

Os fundos de investimentos funcionam como uma terceirização de serviços, onde o investidor aplica seu dinheiro em um fundo e quem administra o destino do dinheiro são os gestores do fundo de investimentos.

Contudo, é necessário seguir algumas políticas e objetivos, lembrando que o investimento pode ter sucesso ou não, que será o que vai determinar a valorização ou desvalorização dos fundos de investimentos.

Entenda como funcionam os fundos de investimento

como funcionam os fundos

Todo o dinheiro aplicado forma o chamado “patrimônio” que será investido pelos fundos, ao investir em um determinado fundo o investidor se torna um cotista, pois ele passa a possuir uma cota (que é uma parte do patrimônio do fundo) onde o valor é atualizado diariamente.

Depois disso temos os gestores que são os responsáveis por decidir onde investir o dinheiro aplicado pelos cotistas, respeitando sempre as diretrizes do fundo e tendo em mente o retorno, a liquidez do mercado e os riscos, sempre planejando estratégias.

O administrador é responsável por aprovar o regulamento do fundo, o constitui e principalmente, é o responsável pela comunicação entre o fundo e o cotista.

A partir do administrador temos o distribuidor que pode ser contratado por ele ou por terceiros, ele é responsável pela venda das cotas do fundo, apesar de este papel pode ser desempenhado pelo próprio administrador. 

A outra principal instituição é o custodiante, que é aquele que faz a movimentação das ações dos cotistas na central de depósitos. 

Cambiais 

O fundo cambial é um tipo de fundo de investimentos voltado para moedas estrangeiras, como euro, libra e uma das mais famosas moedas, o dólar.

A principal utilidade do fundo cambial consiste em proteger a carteira do investidor, pois a variação do mercado de algumas moedas fortes como euro e dólar, é um fator de risco relevante no fundo cambial, há uma grande variação no preço da moeda estrangeira. 

A meta para o investidor que aplica nos fundos cambiais é aumentar seu poder de compra acima do mercado internacional.

Portanto é necessário investir 80% em moedas, seja direta ou indiretamente, os fundos cambiais são ótimos para os investidores que desejam viajar para o exterior por envolver moedas estrangeiras. 

Ações

O fundo de ações são ações negociadas no mercado de bolsa de valores onde é necessário no mínimo 67% de investimento,e o restante deve ser distribuído em outros ativos, onde o principal fator de risco é a variação de preços dos papéis da carteira. 

Os fundos de ações têm foco principalmente em investidores que têm objetivos de longo prazo com tolerância à alta exposição de risco, contudo nesse tipo de mercado deve-se escolher as ações com cautela. 

Renda Fixa

Neste tipo de fundo é preciso investir no mínimo 80% em títulos do Tesouro Nacional ou título de instituições de baixo risco. 

É obrigatório também que o fundo invista 95% do capital em títulos que acompanhem o desempenho do Benchmark escolhido, caso seja a SELIC, os títulos deverão acompanhá-la. 

Os tipos de investimentos que você encontrará nesses fundos são: investidos em títulos, como CDB, LCI, títulos de emissão bancária, títulos públicos federais ou debêntures. 

Multimercado 

O investimento em fundo multimercado, não tem a necessidade de concentração em um ativo específico, sendo assim a carteira pode conter câmbio, ações, derivativos, renda fixa.

Além de ser voltado bastante para alavancagem e outras estratégias, por ser um tipo de fundo bastante sofisticado, pela variedade de ativos possíveis na carteira e a sua flexibilidade. 

Neste fundo há políticas que envolvem diversos fatores de risco, contudo é visto principalmente como um método de investimento mais seguro que a renda variável, contudo, mais rentável que a renda fixa, por ser o meio termo entre os dois extremos, a previsibilidade de retorno é bem menor. 

Imobiliários

Os fundos imobiliários são voltados para investidores que têm interesse no mercado de imóveis.

Mas sem necessariamente querem comprar imóveis, este tipo de investimento atualmente está ) bastante em alta, por ser uma maneira simples e acessível de investir no setor imobiliário, pois com apenas uma cota já é possível começar a operar neste mercado, sendo assim com um valor mínimo de R$100,00, investidor já está atuando no mercado.

Alguns fundos são listados na bolsa de valores e vendidos como ações, por isso esses fundos possuem ticker.

Contudo, por não haver garantia alguma de retorno e manutenção de rendimento, ainda há isenção de imposto de renda, o que fez o número de pessoas físicas que investem nos fundos imobiliários subir.  

Nos fundos imobiliários não há o pedido de resgate de cota, você simplesmente as vende pelo preço que estiver sendo negociado no pregão.

Neste mercado há diversos tipos de fundos, existem os fundos de tijolo, onde é investido em imóveis reais, nesse caso ganho vem do aluguel, é possível investir em apenas um imóvel ou vários como hotéis, hospitais, escolas, shoppings, etc. 

O seguinte, são os títulos de papel, onde não é investido diretamente nos imóveis, mas sim, em títulos presente no mercado imobiliário, na carteira pode conter:

  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário);
  • LH (Letra Hipotecárias);
  • CRI (Certificado de recebíveis imobiliários);
  • FIDC (Fundo de investimento em direitos creditórios), entre outros. 

E há os fundos híbridos, onde há imóveis e papéis do segmento imobiliário. 

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Qual a diferença entre fundos de investimentos abertos e fechados?

A diferença entre fundos abertos e fundos fechados está relacionada principalmente à flexibilidade de cada um, e é muito importante saber disso antes de investir em qualquer um. 

No fundo aberto tanto a aplicação como o resgate podem ser feitos no momento que os investidores desejam, costumam ser retirados nos bancos ou corretoras que são as instituições responsáveis pela distribuição. 

Já os fundos fechados, tem um momento específico para entrada e saída do investidor, entre outros acontecimentos.

O momento de entrada, por exemplo, é chamado de “período de captação” e após esse período, o fundo não aceita mais cotistas, nem novos investimentos dos cotistas que já participavam do fundo.

Porém, é possível investir novamente nas rodadas de investimentos seguintes. 

O resgate pode ocorrer após alguns anos, com o prazo de encerramento do fundo, contudo, caso o cotista deseje obter dinheiro deste fundo, antes desse período, é necessário vender suas cotas para outros investidores deste mesmo fundo. 

Custos e taxas envolvidas em fundos de investimento 

Alguns valores são cobrados ao investir nos fundos de investimento, e devem ser levados em consideração antes de investir pois existem alguns custos que podem ser descontados diretamente do valor ganho pelo cotista com a valorização das suas cotas, isso se chama “retenção direto na fonte”.

Como por exemplo, a taxa de administração, que existe em todos os fundos, e serve para pagar as instituições envolvidas no fundo de investimentos.

Este valor é anunciado como um percentual anual que costuma ficar entre 0,5% e 4% ao ano, contudo, as cobranças dessa taxa são efetuadas de forma proporcional, e não tudo de uma única vez. 

A taxa de performance, é cobrado pelo administrador do fundo, como um bônus, caso haja uma rentabilidade maior do que foi combinado antes da entrada do cotista no investimento. 

Assim como em outros investimentos, os fundos também pagam impostos, são eles, o IR (Imposto de Renda) e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

O imposto de renda incide da rentabilidade dos fundos por exemplo se em um ano houve 10% de rendimento na carteira, será em cima desse valor que as taxas de imposto de renda serão aplicadas, será cobrado diretamente da fonte e quem recolherá será o administrador.

Leia também: Como declarar Opções no Imposto de Renda?

Os fundos são divididos em algumas categorias

Os fundos são divididos em algumas categorias de acordo com o período de vencimento dos papéis, os fundos de longo prazo são de papéis com vencimento de em média mais de 365 dias, os fundos de curto prazo onde os papéis tem vencimento de em média menos de 365 dias e há também os fundos de ações. 

A tributação dos fundos de longo e curto prazo seguem uma tabela regressiva de acordo com a permanência do investidor na aplicação, ou seja, quanto mais tempo o dinheiro investido for mantido na aplicação, menos imposto de renda deverá ser pago por ele.

Em relação ao momento do pagamento do imposto de renda, é cobrado na hora do resgate seja de curto ou longo prazo, e também a cada 6 meses, ou seja, duas vezes ao ano, no último dia útil dos meses de maio e novembro. 

Os administradores calculam o quanto de imposto deve ser pago pelo investidor, levando em consideração a menor taxa de imposto de renda das categorias, as cobranças são feitas ao recolher cotas do fundo, sendo esse o chamado sistema de come-cotas. 

Riscos e vantagens de investir 

Os riscos são bastante relativos, pois os fundos podem investir em todo tipo de produto do mercado financeiro, então podem depender do que foi escolhido para investir.

Contudo, existem os riscos já conhecidos, são eles, o risco de crédito, o risco de liquidez e o risco de mercado. 

O risco de crédito está voltado para os investidores que fazem as suas aplicações em produtos de renda fixa, este risco se refere a quando o emissor não paga o valor de retorno ao investidor, ou paga em data ou valor diferente do que foi pré-estabelecido ou que é devido para o investidor.

Esses problemas podem acontecer, por exemplo, quando o emissor passa por algum problema de caixa, sendo assim é importante conhecer a instituição com que o investidor vai negociar, pois quanto mais sólido o emissor e suas finanças, menor o risco de crédito. 

O risco de liquidez acontece quando o gestor acaba não conseguindo vender um produto da carteira sem diminuir o valor dele, ou seja, caso o fundo aplique em ações que são pouco negociadas, sem pessoas para comprar os papéis, o gestor será obrigado a parar a venda ou dar um desconto nos papéis para atrair compradores.

Por esse tipo de risco é importante conhecer os produtos que compõem a carteira, como um método de estar preparado para isso. 

O risco de mercado se dá quando as expectativas de retorno do investidor não são alcançadas, por fatores externos que influenciam na oscilação do mercado, como mudanças políticas, mudanças econômicas ou mudanças nas regras de tributação.

Apesar de existir formas de proteger a carteira, esse risco nunca é anulado por completo e todos os fundos estão sujeitos à oscilação do mercado.

Uma das desvantagens de fazer aplicações em fundos de investimentos é, sem dúvidas, a falta do fundo garantidor de crédito (FGC), que costuma cobrir até 250 mil por investidor caso a instituição financeira passe por liquidação ou tenha qualquer tipo de problema. 

A falta de autonomia dentro do fundo, terceirizando a administração dos seus recursos, é outra das desvantagens, além da submissão às regras estabelecidas com antecedência de acordo com a vontade da maioria dos cotistas. 

Vantagens de investir dos FIs:

diversificação de investimentos

Em relação às vantagens de investir em fundos e principalmente os motivos pelo qual esse tipo de investimento é tão popular, é a gestão dos recursos dos cotistas feita por um profissional capacitado, que tomará decisões baseado em critérios e análise adequados, uma função que um investidor iniciante teria bastante dificuldade de efetuar.

Além disso, investindo em fundos é possível fazer a diversificação dos investimentos, mesmo sem dinheiro, pois a carteira não costuma ser concentrada em um único produto, ainda dá oportunidade de investir em ativos que não seria possível diretamente na B3.

Por ser um ativo de preço elevado, por exemplo, mas é possível investir um uma ação que tenha determinado ativo na carteira, os preços acabam compensando mais até pela diluição dos custos, por haver muitos cotistas, aumentando também o poder de negociação. 

Caso haja insatisfação com alguma instituição do fundo, algumas categorias permitem que o cotista faça uma portabilidade, onde é solicitado a migração dos recursos para outra instituição. 

Quando optar por fundos de investimentos? 

Até aqui podemos ver a grande variedade de tipos de investimentos que são possíveis fazer nos fundos de investimentos, contudo, é importante saber a melhor hora de investir em fundos.

Um bom momento para começar a aplicar em fundos de investimentos, é quando surge o interesse de rentabilizar mais saindo da poupança.

Porém, quando o investidor é inexperiente é essencial procurar uma instituição que seja simplificada e tenha uma plataforma fácil de operar.

Aprenda mais sobre o Mercado Financeiro

Aprender sobre os diferentes tipos de investimentos é o que fará com que você mude de patamar como investidor.

Isso porque, diversificar seus investimentos e fazer um manejo inteligente do seu capital fará com que você tenha segurança, rentabilidade e convexidade!

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Agora, se você já está caminhando nesta jornada, aconselho que você dê um passo à frente e conheça o curso Estratégia do Pozinho, nele você aprenderá mais sobre as Opções, sobre as principais estratégias para proteção de carteira e também como ter ganhos exponenciais até em momentos de queda na bolsa.

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Conclusão 

Os fundos de investimentos são uma ótima alternativa para investidores que desejem diversificar seu portfólio e rentabilizar cada vez mais sua carteira.

Mas para que sejam seguros, é importante que o investidor conheça a instituição e o gestor do fundo, afinal é nas mãos destes profissionais que o investidor confiará parte de seu patrimônio.

Uma dica importante também é sempre que possível analisar os relatórios dos fundos para saber como o capital é distribuído.

Por isso deve-se estudar o mercado de fundos de investimentos, conhecer suas políticas de investimentos, seu histórico

Além de conhecer as taxas e saber se os valores se enquadram ao bolso do investidor. 

Luiz Fernando Roxo

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